Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

Missão

Buscamos "CONECTAR SUSTENTABILIDADE", somar, auxiliar, comunicar e ser referência no desenvolvimento por meios alternativos, sustentáveis para se alcançar uma vida e um mundo mais equilibrado e feliz.

 

Informações gerais

 

A 10porhora, e “conectando sustentabilidade”, buscamos formar uma rede de comunicação, sempre prezando pelos movimentos sociais; alternativos; de mobilidade; e acadêmicos. Em um Portal formado por 6 categorias: Sociedade, Mundo, Saúde, Mobilidade, Cultura e Educação, discutimos e tentamos apresentar alternativas, projetos, e mudanças para melhorarmos nossa sociedade e o convívio dentro de nosso planeta, essa "Bolinha de Gude".

 

Com parceiros nas áreas de Educação, Comunicação Social e Artes, tentamos a sustentabilidade através da colaboração, pela troca de trabalhos e experiências. Agora, abrimos a Rede 10H para práticas de divulgação e parcerias regionais, onde possamos levar para dentro algo de cada região, ajudando na construção das ideias, fomentando práticas alternativas/sustentáveis e anunciando, divulgando esses locais, grupos, projetos, empresas e comércios em nosso Portal (lojas de bike, lugares típicos do local, restaurantes, padarias, lojas de segmentos, etc). Entre parceiros e colaboradores que conectamos nessa busca pela sustentabilidade, aparecem: Blog Bolinha de Gude, “Educação para a Sustentabilidade”; Forest Comunicação; ONNG – grife de camisetas sustentáveis; Coletivo Palavra; Arte Livre, Produção Cultural e Estúdio Multimídia; Virtual Estúdio; Coletivo Nosso; Humor Político; Revista Vírus Planetário e outros.

 

Texto de Apresentação

 

 

 O 10porhora “nasceu” no final de 2009, em uma aventura cicloturistica pela Transpantaneira. Lá tivemos muitas ideias, desejos e tudo foi amadurecendo para a criação de um projeto. Num primeiro momento, pensamos em unir essa paixão do cicloturismo à sustentabilidade, à mobilidade urbana e à busca pela desaceleração.

O tempo foi passando e, em abril de 2010, iniciamos os trabalhos no blog. Em junho/julho o negócio pegou rumo e fomos em busca de aprender e transmitir o que pudéssemos: textos, dicas, vídeos e outras meios/produções.

 Com um ano de postagens, conversas, estudos e contatos, o amadurecimento das ideias e o aprendizado nos mostraram que nossos amigos, colaboradores, parceiros e leitores não eram “apenas ciclistas”, eram quase sempre militantes em outras áreas: ambiental; social; racial; de gêneros; e diversos outros movimentos e militâncias, sonhos e ideais... a busca e os desejos aumentaram. Com uma vontade ainda maior e um otimismo gigantesco ocasionado por berço e fortalecido com as novas descobertas fomos nos jogando, criando, tentando levar um pouquinho do que aprendemos através de conteúdos autorais, textos, contos, vídeos, artigos, desenhos, cicloturismos, travessias de mochilão e eventos... a "Atitude Coletiva" foi aumentando e o projeto que nascera em Cuiabá, Brasília e Santarém, ganhava forma, amigos e colaboradores, e já estava presente de alguma maneira em diversas outras cidades.

Os temas: educação; comunicação; movimentos socais; permacultura; holística; física quântica; meio ambiente; e arte, foram tomando conta do blog. E, então, vimos que nossas missão e visão poderiam ir além da mobilidade e cicloturismo, sendo de fato algo novo na busca e na forma de se alcançar conexões para a sustentabilidade. A 10porhora, na velocidade do futuro!

Hoje o projeto conta com colaboradoras e colaboradores em mais de 20 cidades, pessoas que andam de bike ou pensam em fazê-lo e outras que admiram, mas que ainda não enfrentam as condições de mobilidade impostas (a esse veículo de locomoção tão legal e saudável). Porém, muitos desses colaboradores que não sobem nas magrelas põem a mão na terra; buscam uma religação do ser-humano ao todo através da permacultura; através da luta indígena; através de novas tecnologias; pessoas que nos ensinam e fundamentam em como desacelerar, que conectam ações e assim nos auxiliam a ser mais sustentáveis, menos acelerados, menos máquinas!

 

 

Com o blog, tínhamos a ideia de ser referência em mobilidade, com os anos e a evolução para o Portal, para a REDE 10porhora, se deu uma nova missão e visão, que é ser um auxílio, uma referência nessa desaceleração, nessa conexão, nessa busca em viver num mundo mais sustentável, equilibrado! E, com ATITUDE COLETIVA, temos certeza que podemos alcançar algo que nos faça mais felizes, unidos e justos uns para com os outros, dia após dia! Vamos nessa? Conectando Sustentabilidade, na Velocidade do Futuro! 10porhora, o seu mundo é o nosso mundo, mais amor, menos motor!

 

- Diego Castro

Coordenador do Projeto 10porhora e Gestor/Editor do Portal 10H

 

 

Filosofia 10 por hora

 

O conceito 10porhora é conectar sustentabilidade. Somos um projeto de debate e implantação de soluções para um mundo melhor, dos mais diversos pontos de vista da sociedade, como a educação, a comunicação, a arquitetura, a alimentação, a gestão, o turismo, entre outros. O que sustenta este conceito é a filosofia 10porhora, que ainda está sendo desenvolvido por seus integrantes. O principal desafio é inventá-la no cotidiano de cada um.  De uma forma resumida, trata-se de desaceleração.  Acreditamos que dez por hora será a velocidade do futuro.

No começo deste projeto, em 2010, o conceito se resumia à utilização da bicicleta como meio de transporte para o dia-a-dia e também para grandes experiências de viagens. A bike é mesmo apaixonante e nos mostrou o potencial de conectar pessoas. Na medida em que pedalamos por nossas cidades, descobrimos novas cores, sabores, texturas, sons, pessoas e histórias. Passamos a compartilhar a visão de que o trânsito deve ser pensado em função da coletividade e não de uma minoria detentora da invenção preferida da ideologia do progresso, o automóvel. Não é que não gostamos de carro, mas reconhecemos que uma cidade feliz depende de um transito pacífico, que somente é possível se for desenhado para sê-lo. Diversas cidades no mundo lideram este movimento e nos apontam o futuro. Corajosamente, o urbanismo deixou de ser pensado em função dos carros e passou a ser organizado para o transporte público e as bicicletas. A desaceleração gerou conexão, paz e alegria nestas cidades. Nesta fase, o dez por hora se propunha a ser para o trânsito o que o slow food é para a gastronomia.

 Aos poucos, o conceito 10porhora foi evoluindo e abrindo novos caminhos. Descobrimos que a agricultura familiar, a bioconstrução, a medicina holística, o turismo responsável e a educação dialógica, entre outras iniciativas, são formas desaceleradas de gerar benefícios à sociedade, porém muito mais qualitativas. Na medida que as fazendas, os canteiros de obra, os hospitais e as universidade foram assimilando o ideal da máquina de super produção econômica, seus danos ambientais e sociais começaram a ficar evidentes. A desaceleração nos parece um excelente método para que a terra e as pessoas recuperem seu equilíbrio e sejam iluminados pela felicidade infinita e permanente que há dentro de cada um.

 Um grande desafio surgiu na vida de todos os integrantes e colaboradores 10 por hora: como desacelerar em uma sociedade que ainda tem como ideologia hegemônica a aceleração constante da produção e do consumo, além da descartabilidade da felicidade. A ideologia do progresso, a partir da cosmologia materialista da física clássica, convenceu a maioria dos seres humanos a depositarem suas felicidades em elementos que estão no seu entorno. A busca por este conceito de felicidade fez a humanidade embarcar nas jornadas excessivas de trabalho e na vontade de Ter mais. Comer chocolate é muito bom, mas imagine ter que comer somente chocolate durante um mês inteiro. Seria como uma tortura belga. Elementos externos são assim: nascem, maturam e morrem. Isto acontece com carros, relações, sorvete e até mesmo com o mais esperto dos smart phones.

 A resposta de muitos para este desafio é mudar para um local onde seja possível construir esta vida desacelerada. Esta é uma excelente resposta, mas não é suficiente em muitos casos. De nada adianta morar na vila mais isolada da montanha mais alta se a mente ainda tem dificuldades de ser serena e tranquila diante dos altos e baixos de cada dia. Este desafio precisa ainda de uma resposta mais completa. E a pergunta continua: é possível viver em uma grande cidade como Cuiabá e Brasília, experimentando serenidade, paz, criatividade e ainda ser produtivo? Digo produtivo no sentindo de contribuir para uma sociedade mais equilibrada.

 Os ensinamentos do monge Lama Padma podem ser muito importantes para a certeza de que este desafio é possível. No vídeo que segue, ele explica que, na visão budista, há duas formas de funcionamento da mente humana: a primeira é a mente que se move a partir de seu condicionamento. Ou seja, as decisões futuras são pautadas pela hábitos e crenças condicionadas pelo passado. Este tipo se acostumou a depositar sua felicidade na transitoriedade dos elementos externos. A segunda mente existe em constante abertura para o novo, mas tendo como referência a serenidade perene e a alegria infinita que existe dentro dela mesma. Um famoso e eficiente método de treinamento da mente para esta abertura e descoberta do brilho constante é a meditação. Há muitas formas diferentes, mas o objetivo final é treinar a mente para o silêncio, gerando uma nova programação mental, baseada no amor, na compaixão, na colaboração, na criatividade e na ação transformadora. A desaceleração da mente, portanto, não significa preguiça passiva, mas ação serena e criativa que transforma o mundo. Esta é a filosofia 10porhora e o desafio de todos nós que navegamos na mesma corrente.

 

- Júlio Resende

Integrante Fundador 10porhora e Editor do Blog "Bolinha de Gude"