Sábado, 21 de Julho de 2018
Segunda, 29 Fevereiro 2016 15:00

Sentimentos do Zarião

Volto a postar nessa coluna depois de longos meses, então... vamos lá! Nosso site está de volta! Cheio de gás e vontade de pedalar, de conectar sustentabilidade! Voltamos com novos projetos e ideias, colocando em prática os projetos que desenvolvemos nesse período longe do portal e das redes sociais. Um fruto desse período é o projeto de documentário que enviamos na última sexta-feira para ser apreciado e quem sabe agraciado pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos, o tema: Transexualidade, o título da nossa proposta: Transvisibilidade (em breve faremos uma postagem apenas para falar sobre esse projeto); Estamos fechando uma bela parceria para atacar na produção cultural brasiliense, com projetos audiovisuais junto a um estúdio muito bacana da capital federal, que em breve contaremos por aqui e ofereceremos nossos serviços para a cena da arte e cultura, principalmente para as bandas do DF; Um vídeo/curta sobre cicloturismo esta saindo da ilha de edição e para o seu lançamento faremos um programa/documentário falando sobre turismo (abordando o cicloturismo) e sustentabilidade, fora isso apresentaremos nesse programa o próprio "Projeto 10porhora", nossa visão, missão e nossa busca desacelerada pelo conectar sustentabilidade! O Espaço 10porhora está prestes a ganhar vida nova aqui no portal, através de uma loja virtual e da "Teia 10H".A guardem e venham conosco, desacelerando e conectando para a sustentabilidade! Hoje posto um poema de minha autoria, com uma foto e um vídeo sendo respectivamente dos amigos e fundadores 10H: Thiago Foresti e Júlio Resende.

Publicado em Cultura
Sexta, 26 Fevereiro 2016 15:32

De escolhas e andanças

 

por Mariana Rossi

 Em agosto de 2012, fez-se mais claro para mim do que nunca que, se você teve a sorte de estudar em uma escola bacana e ter alguém preocupado com a sua educação, sua alimentação e o seu bem-estar físico e emocional, a maneira como você vive é escolha sua, ainda que não pareça. E que a ironia da existência é que as consequências filhas dessa escolha, inescapável, são inevitavelmente vividas, sofridas, por todos. A escolha é sua, e a consequência é do mundo.

A viagem, para mim, parecia interessante – umas semanas no continente africano, a trabalho, com a chance de conhecer partes do seu interior; enquanto eu me ajeitava, feliz, na poltrona do avião, pensava na sorte que eu tinha de ter a oportunidade de conhecer, aqui e ali, o mundo mais além do meu quintal. Sim, algumas dúvidas já moravam em mim, e emergiam, teimosas, vira-e-mexe – terá sentido trabalhar na mineração? Será possível, realmente, contribuir para fazer as coisas de uma maneira melhor? Afinal, se é preciso que a atividade exista – e sim, do modo como vivemos atualmente ela é necessária –, então certamente uma das melhores coisas a fazer é ajudar a fazê-la bem. A única coisa é, bem, ter estômago para aguentar tudo aquilo que não se está fazendo bem, e que provavelmente levará duas ou três – ou quatro? – vidas tuas para melhorar. A coisa é engolir o fato de que, se a mineração já provoca inúmeros desafios sociais e ambientais em países nos quais há governo, há sociedade civil, há controle sobre a atividade extrativa, a situação na maioria dos países africanos é absolutamente desesperadora. E que você, garota, está fazendo parte disso.

 

Pois é. A minha sensação foi a de estar do lado errado do muro. Sim, eu sei que há muitos lados em toda história, e que maniqueísmos em geral não auxiliam o entendimento das coisas, mas foi sensação, e aí ficou – instalou-se, acampou, montou barraca e começou a preparar o churrasquinho. Em meio aos mil interesses envolvidos na atividade de extração mineral na África, e mais especialmente em meio a milhões de pessoas que são, cotidianamente, vítimas desse jogo perverso, o que a mim me interessou foi fazer parte daqueles que estão lá sem nenhum interesse que não a ajuda, pura e complexa (☺), às pessoas em situação de emergência – emergências frequentemente provocadas por aqueles interesses. 

 

Foi assim que mente e coração fizeram um motim e me mandaram, clara, a mensagem – chuta o balde e vai pro setor humanitário. Foi assim que começou minha história com os Médicos Sem Fronteiras (MSF).

OK, Mariana, bacana. Só que nada a ver com o 10 por hora.

Quê?! Para mim tem tudo a ver! 

Batangafo - RCAFoto: Mariana Rossi - Batangafo, República Centro-Africana (2013)

 

Tem a ver, diretamente, com o papel social inescapável que temos, as escolhas que fazemos, o que valorizamos, o ritmo de vida que levamos, as atividades que reforçamos, o que defendemos. Tem a ver, ainda mais diretamente, com os temas de urbanização, mobilidade, liberdade!, que estão pouco a pouco forçando-se na agenda social e política do continente africano, acotovelando-se entre os temas de segurança, desenvolvimento econômico, religião, saúde – de todos os quais já pude ver um pouco, nas andanças com MSF. Tem a ver com o paradoxo entre estilos desacelerados de vida e processos de urbanização desenfreados do qual a África é palco, e que dá sinais de todo lado – os quais podem ser vistos de um ângulo especial se você está num cantinho da República Centro-Africana, tentando oferecer ajuda médica de qualidade num hospital a 500km de qualquer outro, ou no meio da efervescente Freetown e seu 1/3 de toda sua população serra-leonesa, ajudando a administrar um centro de tratamento de Ebola.

E é por isso que, a partir de hoje, terei o prazer de escrever um pouquinho aqui no 10porhora, contando anedotas aqui e ali das experiências com MSF, buscando ajudar a conectar alguns dos fios da sustentabilidade – essa busca por equilíbrio que é, também ela e por definição, sem fronteiras. Partiu!

 

Serra LeoaSerra Leoa (2015)

  

Mariana Rossi é formada em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília.

Atualmente atua pela Médicos Sem Fronteiras em Juba, no Sudão do Sul, 

tendo realizado missões na República Centro-Africana e em Serra Leoa.

Publicado em Mundo
Quarta, 24 Fevereiro 2016 15:58

Céu de Brasília

Bem vindos(as) à coluna Céu de Brasília! Céu de Brasília é um projeto do fundador e colaborador 10porhora Renato Moll, que procura mostrar através dos seus traços e cores uma das belezas mais faladas e encantadoras da capital federal: seu céu, um bem de todas e todos.

Publicado em Cultura
Segunda, 22 Fevereiro 2016 18:00

Esse lixo é meu!

Hoje na hora do banho eu vi que ao fechar o box deixava ali no chão alguns fios de cabelo. Voltei pra junta-los e jogar na lixeirinha porque imaginei que seria desagradável pra outra pessoa chegar ali e encontrar 'meu lixo' jogado no chão e disse pra mim mesma enquanto catava meus fios de cabelo: "me dar aqui que esse lixo é meu!". E comecei a me perguntar sobre qual o meu papel social e responsável com o lixo que eu gero diariamente ou quando acaba meu 'passatempo' preferido e fica só o pacotinho de plastico. Ou aquela barra de talento de castanha que me faz companhia em todo ciclo menstrual e que não ajuda em nada na minha vida mas me faz mais feliz por cinco minutos?

Publicado em Saúde
Sexta, 19 Fevereiro 2016 11:00

Desacelerando

Uma mulher se atira diante do metrô, cena não incomum da contemporaneidade, e que me parece carregada de significados. Um dia, ao invés de ingressar em um vagão lotado, da massacrante rotina de trabalho, e calor, poluição, e perda de sentido, que marca grande parte desta era industrial, altamente produtiva e pouco humana.

Publicado em Sociedade
Terça, 16 Fevereiro 2016 11:34

A Coluna e O Tempo

Aviso aos navegantes: essa coluna não é apressada. É lerda. Ela tenta remar contra a maré do imediatismo, da urgência dos dias. O que não é regra, porque vez ou outra a gente vai querer falar do que está fresco, do que está por vir, do que talvez nem venha.

Publicado em Mundo
Segunda, 15 Fevereiro 2016 11:09

Recados do Coração - Não quero dinheiro

O site do Projeto 10porHora volta para o ar e, como não poderia deixar de ser, cheio de otimismo, buscas coletivas e recados do coração, agora em sua versão animada!

Este recado é pra você que está apressada; é pra você que está atrasado; pra você, querida amiga, que deseja fluir; pra você, meu irmão, que está on-line, preso no engarrafamento; pra você, minha cara, que tem anseios em se libertar das amarras do motor. Este recado é para tocar fundo em seu peito. O 10porHora tem o prazer de sussurrar esta canção em seu ouvido e escutar as batidas do seu coração.

Publicado em Recados do Coração