Sábado, 24 de Junho de 2017

Sociedade

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Ontem foi aniversário de Francisco de Paula Vitor. Ariano, de Marte em touro, gente que sabe controlar os nervos e direcionar a energia, no trabalho incessante e contínuo, de Saturno em Câncer, gente que se estrutura no trabalho dos afetos e da memória, de Vênus em Peixes, de paixão e desejo pelo divino, pelo invisível, pelo marginalizado, pelo inascessível, quase um delírio de tanto amor, de Júpiter em Libra, grandioso na gentileza e na diplomacia, generoso e atencioso a necessidade dos outros, focando sempre o lado bom das pessoas, mas de Lua em Escorpião: de mergulhos profundos no veneno, na dor e no oculto, no mistério.

A maior parte das pessoas se lembra de comemorar apenas o dia de sua morte, 23 de setembro de 1905. Uma cidade inteira para para celebrar. Afinal de contas, com essa carta natal, o menino negro destinou-se ao casamento com o divino, ao serviço incansável ao próximo, mesmo num tempo e espaço bastante inóspito para isso, século XIX, no interior das Minas Gerais. 

O menino nascido em 12 de abril de 1827 foi bom de briga; alguém de grandes vitórias ao conseguir se consagrar sacerdote num tempo em que a Igreja Católica ainda era autoridade reguladora do país tanto quanto o próprio (e novíssimo) Estado de Direito, em tempos quem a escravidão ainda vigorava, não apenas no trato e no imaginário, mas na prática. 

Seria muito otimismo dizer que hoje, em que ele faria 189 anos “em pleno século XXI” as coisas estão bem diferentes, benzadeus! Mas não...

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Para começar essa semana, que será marcada pela política, pelo toma lá da cá e pelo"muro de Brasília" decidimos relançar em um único post uma trilogia poética do amigo e colaborador 10porhora, Diego Castro. Confira! E vamos juntos(as) criar uma nova história! Livre,  sem repetir os erros atuais e/ou alguns como o de 64 que ainda nos assombram. Pela liberdade, pela igualdade, pelo respeito à democracia, por um mundo melhor, mais amoroso e a 10porhora: "O Papagaio e o Sabiá"! 

A verdade não rima

Escrito por  |  Quarta, 16 Março 2016 12:00  |  Publicado em Sociedade
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 "Recusar a polarização, não aderir a um lado nem ao outro, não é ficar em cima do muro: ao contrário, é posição"

Eliane Brum

"O problema maior não é a ideologia, mas sim o heroísmo"

João Acuio

 

“Esses tempos não 'tão pra ninharia”, diz o verso de uma música que muito me encanta pela força da denúncia. E não consegui nada melhor pra começar a rascunhar algo sobre os dias que temos vivido. Rimaria também com a clássica de Jobim, o Brasil não é pra principiantes. E de fato, não é. Assim como o mundo não é a timeline do Facebook nem as manchetes do JN, embora pareça. Assim como o mundo não são as soluções fáceis sintetizadas nos memes que compartilhamos e curtimos e enviamos vitoriosos no grupos de Whatsapp da família. Não, quem dera as coisas fossem mesmo mais simples. Mas não são.

E neste domingo eu não sei a sua, caro leitor, mas a minha cabeça deu nó. Porque, diferente de muitos, eu não excluí os amigos que têm posições políticas distintas da minha e resolvi ler de coração aberto o que me aparecia. Eu não fui no 13 de março, assim como não irei no dia 18, já que não vejo razões para defender o atual governo e nem o ex-presidente. Mas fiquei realmente intrigada em ouvir as vozes distintas dos que foram às ruas no domingo.

Dia 13: Manifestações destrutivas ou propositivas?

Escrito por  |  Segunda, 14 Março 2016 10:30  |  Publicado em Sociedade
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Postagem originalmente publicada no dia 12 (sábado), no Blog Bolinha de Gude, mas que pode nos servir hoje como uma ajuda a reflexão. Continuemos!

Há um ponto positivo e um muito negativo a destacar nas manifestações do dia 13. Há décadas a sociedade brasileira é considerada passiva. Ao ver pela televisão os frequentes protestos na Argentina e Chile, era comum ouvir alguém dizer: “Eles são muito mais aguerridos, lutam muito mais do que nós. Por isso, são mais avançados”. Este é, de fato, o ponto positivo destas manifestações. No entanto, em nada contribuem com a superação das crises econômica, ambiental, social e ética que o Brasil e o mundo enfrentam.

Dia 13: não vou!

Escrito por  |  Sexta, 11 Março 2016 14:49  |  Publicado em Sociedade
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Há muito tempo deixei de defender o PT e já faz alguns anos que virei um crítico do governo, mas, devo dizer que meu sentimento ao ver os desdobramentos da crise econômica e da Lava Jato é muito diferente dessa alegria histérica que algumas pessoas proclamam na rua e no Facebook. E quanto maior é o abalo sísmico na república, mais eu me questiono sobre essa alegria toda.



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