Terça-feira, 16 de Outubro de 2018
Juliane Oliveira

Juliane Oliveira

Blogueira e jornalista, trabalha com comunicação comunitária em cidades do interior da Amazônia e desenvolve projetos de sustentabilidade em parceria com instituições nacionais. Milita por um jornalismo mais alternativo e humano.

Um movimento livre de donos luta por uma causa justa em prol do Rio Tapajós: saber o que acontece com suas águas enquanto garimpeiros voltam a drenar seu leito em busca de ouro.

Em Carta Aberta direcionada ao governador do Estado do Pará, Simão Jatene, e prefeitos das cidades que ficam as margens do Tapajós, entre elas Santarém, Itaituba e Belterra, são levantados 11 pontos que justificam o pedido público de uma pesquisa que seja conduzida preferencialmente pela Ufopa e Ufpa com recurso do Estado com o intuito de responder questionamentos quanto aos danos causados ao Tapajós com a atividade garimpeira já em curso na região do Vale do Tapajós/Jamanxim. A petição questiona,por exemplo, se o "Tapajós está sendo novamente local de despejo de barro dos garimpos e do derrame de produtos químicos, inclusive mercúrio altamente danoso à saúde animal e humana" como já ocorreu em décadas passadas, 70 e 90.

Não estamos mais na década de 70, quando a comunidade pouco sabia dos seus direitos ou sequer tinha voz pra questionar governo e empresas. O momento é outro e não é justo que o Tapajós e seu povo seja castigado pela ambição humana que não se importa com o rastro que deixa para trás e sequer dispõe-se de livre e espontanea vontade a esclarecer os riscos dessa intervenção na natureza. Se silenciarmos agora e não questionamos o risco dos garimpos hoje, lamentaremos solitários amanhã. 

Mais informações podem ser acessadas no blogue do jornalista Manuel Dutra ( http://blogmanueldutra.blogspot.com.br/). A petição online está disponivel no site Petição Pública. http://bit.ly/1atDm6g Assine!

Antes de sair por aí apertando todos os botões do 'foda-se o resto porque eu quero é feliz', algumas medidas são importantes pra aquele sonho de verão não se tornar um pesadelo e fazer você se questionar se fez a escolha certa. Bom, se é certa ou não, não sabemos e nunca saberemos porque a vida é cheia de 'se' e de 'achos' que sempre vão nos deixar com a pulga atrás da orelha. Mas uma dica é certa e funciona comigo: sempre que meu coração diz 'vai', eu 'vou'.

Publicado em Sociedade
 |  Terça, 08 Outubro 2013 17:57

Depois de uns dias de vida a gente começa a ir fazendo escolhas quando queremos ou quando a sociedade nos impõe. Em muitas desses momentos nós somos impulsionados pela coragem, pela alegria e pela esperança de tomar a decisão acertada. E em outros, é sujeito o medo ser o fio condutor - o que é uma pena. Enfim, cada um no fundo do coração encontra um jeito de decidir sobre o 'melhor' da forma que lhe convém, o que acredito ser um direito natural.

Publicado em Mobilidade
 |  Quarta, 18 Setembro 2013 20:12

Eu não entendia bem aquela euforia toda de menino no auge dos seus 24 anos de idade subindo numa bicicleta feia e sem sentimentos. Mas ele ia e voltava sempre com um sorriso no rosto e deixava um rastro de terra por onde passava. Não compreendia porque a bicicleta era tão importante e ganhava um banho todos os sábados e aos domingos já estava com lama até o último parafuso. Não havia explicação pra ele sempre querer entender mais sobre bicicletas e menos sobre matemática. São ‘só’ bicicletas, pensava eu enquanto varria pra longe o caminho de terra que ela fazia e ele deixava pra trás. Depois vieram as bolsas de hidratação, os óculos de proteção, os capacetes e novas bicicletas. Duas, três e até cinco. Cinco. ‘Meu Deus! Ele pode comprar um carro se vender tudo isso’ – eu insistia em desqualificar a presença da tal magrela dentro de casa.

Hoje na hora do banho eu vi que ao fechar o box deixava ali no chão alguns fios de cabelo. Voltei pra junta-los e jogar na lixeirinha porque imaginei que seria desagradável pra outra pessoa chegar ali e encontrar 'meu lixo' jogado no chão e disse pra mim mesma enquanto catava meus fios de cabelo: "me dar aqui que esse lixo é meu!". E comecei a me perguntar sobre qual o meu papel social e responsável com o lixo que eu gero diariamente ou quando acaba meu 'passatempo' preferido e fica só o pacotinho de plastico. Ou aquela barra de talento de castanha que me faz companhia em todo ciclo menstrual e que não ajuda em nada na minha vida mas me faz mais feliz por cinco minutos?

"Esse recomeçar constante é uma característica da vida. Assim como o dia e a noite. A planta que nasce e morre."

A ideia de amor e liberdade são ressignificadas de acordo com a cultura e com a fase que se vive. Para Marinaldo, uma ideia sobre esses sentimentos se encerrou em Curitiba e outra nova começou em Delfim Moreira, no alto das montanhas de Minas Gerais. Esses dois elementos tão essenciais pra felicidade estavam presentes na vida de antes, como sócio administrativo, e também estão agora como agricultor de alimentos orgânicos. Com 49 anos, duas filhas e a mulher, Marinaldo acredita é possível construir sempre uma nova realidade, independente de erros e acertos.

No documentário, o agora agricultor orgânico questiona: "quais os valores que você estabeleceu pra sua vida?".

 



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sobre o continuecurioso: websérie documental sobre buscas e questionamentos com personagens (da vida real) que se desprenderam de um jeito convencional de levar a vida pra caminhar em direção ao desconhecido, como disse o próprio Marinaldo, gente que resolveu "se jogar no vazio..."

 

Casa - Marinaldo

Publicado em Mobilidade
 |  Terça, 27 Agosto 2013 17:00

Hoje, lua cheia, voltei a pedalar depois de um tempo preguiçoso. E foi especial relembrar meus primeiros pedais, a sincronicidade da bike com a vida e as tantas alegrias e amizade que a magrela tem me proporcionado. E isso me faz acreditar cada vez mais na bicicleta como um meio de transporte evolutivo para o indivíduo e sociedade.

Já viu o vídeo 'Brasil em Cartaz' construído de forma colaborativa com os cartazes e imagens usadas nas manifestações realizadas no Brasil? É um desses vídeos que faz a gente querer realmente tirar a bunda do sofá e ir para as ruas manifestar, lutar pelos nossos direitos e mostrar como se faz - como diz a musica.

Publicado em Mobilidade
 |  Sexta, 09 Agosto 2013 13:15

Amo a cidade de Santarem. Isso é fato. E sempre que meus pés encontram com esse solo e meus olhos vislumbram o encontro do Tapajós com o Amazonas sinto que não vou querer mais sair daqui. E isso também é fato. Mas esse texto de maneira alguma vai se prender apenas a poesia que é viver em Santarém já exaltada por tantos outros e bem melhores mocorongos do que eu. Vou falar de mobilidade. Sim. Sobre irmos e virmos. Sobre andar por aí. A toa ou não.