Sábado, 21 de Julho de 2018
Com Destino à Felicidade

Com Destino à Felicidade

Foi quando Brasília começou a parecer pequena que nos encontramos. Uma coisa levou a outra e acabamos planejando uma viagem, que começaria pela Bolívia. Planejar talvez não seja a melhor palavra: decidimos por onde íamos começar, mas não até onde íamos e nem quando voltaríamos. Tínhamos apenas a certeza de que buscávamos tanto a magia das belas paisagens daqui, como também a das tantas formas de resistência que florescem por essas bandas. Sabemos bem que não somos xs primeirxs a fazer  uma viagem, sem destino certo e sem data de volta pela América do Sul. Também sabemos que não somos xs primeirxs a escrever relatos sobre ela. Mesmo assim, nos pareceu uma boa idéia compartilhar nossa experiência por essas terras, tanto com uma forma de registro, como para difundir as experiências ativistas que encontramos no nosso continente. é por meio desse compartilhar, afinal, que criamos nossas redes, que passamos a nos entender mais como parte de um processo em curso. Nosso amigo Galeano já nos disse uma vez que são muitas pequenas pessoas, fazendo muitas pequenas coisas que começam a mudar o mundo. Talvez essa viagem seja mais uma oportunidade de conhece-las.

Falar sobre Cochabamba nos parece um pouco complexo. Talvez porque nossa experiência na cidade envolva muitas expectativas - algumas cumpridas, muitas frustradas. Mas também porque o tempo que passamos por lá, seguramente, foi decisivo para como a viagem aconteceu depois. 

Bem, nossa idéia era chegar em Cocha, nos alojarmos na Red Tinku - um coletivo que varixs compas tinham nos indicado e com o qual pretendíamos colaborar voluntariamente em trabalhos de educação popular. Assim, antes de irmos, escrevemos para a rede, contando com que poderíamos contribuir e reafirmando nossa vontade de apoiar a organização. Contávamos, portanto, que as coisas estivessem razoavelmente acertadas quando chegássemos lá.

Nesse post: Sucre e Oruro.

Se você tá em busca de dicas mais práticas de viagem e com preguiça de ler tudo isso: link

Depois de uma desafortunada viagem, chegamos a Sucre, que é bastante bonita, com arquitetura colonial e ao mesmo tempo com cara de cidade grande.  Infelizmente, não tivemos muito tempo de conhecê-la: resolvemos passar o dia lá e seguir viagem para Oruro na mesma noite (o carnaval!). Então aproveitamos a nossa curta estadia para ver as pegadas de dinossauro perto da cidade e para dar umas voltinhas pelo centro.

Nesse post: Santa Cruz e Samaipata.

Se você tá em busca de dicas mais práticas de viagem e com preguiça de ler tudo isso: link

Chegamos a Santa Cruz depois de uma grande jornada desde San Matías. Toda a chegada foi meio tensa, na verdade: além do cansaço, era mais ou menos meia noite quando o ônibus parou no terminal deserto da cidade. Nós não sabíamos aonde íamos ficar ainda e tampouco tínhamos dinheiro suficiente para pagar um hotel de cara. Conversamos com uma senhora dona de uma lojinha ainda dentro da rodoviária que nos apavorou um pouco mais sobre sair procurando um alojamento barato com as mochilas nas costas. Por fim, decidimos pegar um taxi que nos levou tanto a um caixa eletrônico como a um hotelzinho que, segundo o taxista, era o mais em conta que iríamos encontrar.

Foi quando Brasília começou a parecer pequena que nos encontramos. Uma coisa levou a outra e acabamos planejando uma viagem, que começaria pela Bolívia. Planejar talvez não seja a melhor palavra: decidimos por onde íamos começar, mas não até onde íamos e nem quando voltaríamos. Tínhamos apenas a certeza de que buscávamos tanto a magia das belas paisagens daqui, como também a das tantas formas de resistência que florescem por essas bandas. Sabemos bem que não somos xs primeirxs a fazer  uma viagem, sem destino certo e sem data de volta pela América do Sul. Também sabemos que não somos xs primeirxs a escrever relatos sobre ela. Mesmo assim, nos pareceu uma boa idéia compartilhar nossa experiência por essas terras, tanto com uma forma de registro, como para difundir as experiências ativistas que encontramos no nosso continente. é por meio desse compartilhar, afinal, que criamos nossas redes, que passamos a nos entender mais como parte de um processo em curso. Nosso amigo Galeano já nos disse uma vez que são muitas pequenas pessoas, fazendo muitas pequenas coisas que começam a mudar o mundo. Talvez essa viagem seja mais uma oportunidade de conhece-las.